sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Gabriela Moura - Noite - Pedagogia
Análise dos blogs
A princípio, deveria analisar um blog e trazer meus pareceres pessoais. A sensação de injustiça me tomou o coração e resolvi trazer dois blogs, ao invés de um. Passeio pela blogsfera sempre que tenho tempo e esses dois blogs, em especial, mexem com a minha imaginação e muitos outros sentimentos. Os blogs são dos desenhistas Mariana Massarani e Liniers.
© muitos desenhos, de Mariana Massarani.
O blog da ilustradora infantil Mariana Massarani é de delicadeza compatível aos seus trabalhos. Lúdica, colorida e cheia de sentimentos traduzidos em imagens, a artista demonstra clara sensibilidade e um senso estético impressionante. Colocando arte em todo ponto, a ilustradora brinca com objetos cotidianos e os transforma, como mágica, em manisfestações artísticas. É notável a influência do dia-a-dia de Mariana no desenvolvimento do seu blog, pode-se imaginar o que ela sentiu ou viu no dia ao observar o desenho.
O que tem me comovido esses tempos no blog são muitos desenhos de carecas. Há não sei precisar quanto tempo, Mariana foi diagnosticada e passa por tratamento quimioterapêutico na busca pela cura de um câncer. Desde então, as carecas pintadas, desenhadas, com lenço, sem lenço não deixam de aparecer. Um sofrimento contido nas cores alegres da vida de Mariana, que trazem pro leitor a beleza do doer, do sofrer e, mesmo assim, do colorir.
Força pra Mariana! E visitem o blog, é lindíssimo!
http://marianamassarani.blogspot.com
AutoLiniers, de Liniers.
Liniers, notório chargista, ilustrador, cartunista argentino é o responsável pelo blog AutoLiniers. Autor de grandes personagens como ‘Macanudo‘’, Liniers é sensível e questionador. No blog, expõe quadrinhos, charges e desenhos maravilhosos, carregados de todo o bom do autor. O humor, que oscila entre o ácido e o doce, transparece nas curvas de seus característicos desenhos. Vale muito a pena!
http://autoliniers.blogspot.com
Análise do Texto:
A Cultura Interfere no Plano Biológico
Cultura, Um Conceito Antropológico, Roque de Barros Laraia, Parte 2, Capítulo 2
Por
Gabriela Moura
Camila da Costa Quintal
Gabriella Constantino Alecrim da Silva
Aline Maciel
(alunas regularmente matriculadas na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, no curso de Pedagogia, 2010. 2, turma 3)
O que é apatia? O conceito de ‘apatia’ será abordado no desenvolver do texto, baseado no segundo capítulo da parte dois do livro Cultura, Um Conceito Antropológico, de Roque Barros Laraia. No dicionário Aurélio, temos a seguinte descição:
Significado de Apatia
s.f. Indiferença, insensibilidade. / Indolência, marasmo, inércia.
Dicionário Aurélio Online
No período da Escravidão no Brasil, temos diversos registros trágicos. Os escravos, tirados a ferro e força de suas terras, eram trazidos para o Brasil para trabalho braçal, humilhante e excessivamente bruto, na sua maioria. O fenótipo, isto é, características observáveis, nesse caso cor de pele, cabelos e olhos, estranho aos negros também foi um fator influenciador para uma espécie de susto que tomaram ao entrar em contato com esse novo mundo. Vista no texto como o contrário do etnocentrismo - visão que centraliza a sua cultura, ao observar a de outrém - a apatia, ao invés de superestimar seus valores, são o abandono de suas crenças e valores culturais, o que caracterizam os comportamentos resultantes desse sentimento como anômicos. Etimologicamente falando, a palavra anomia é dividida em ‘a’ (ausência, falta, negação) + ‘nomus’ (normas, leis regras), o que significa o absoluto descaso com as regras e normas de determinada sociedade. Émile Durkhein classificava anomia como um estado de falta de objetivos e perda de identidade, provocados pelas transformações do mundo moderno. Já Robert King Merton utiliza a anomia como explicação para a maior ocorrência de infrações penais em classes menos favorecidas e comportamentos como o alcoolismo e tóxico-dependência. Dentro desse contexto, também podemos ressaltar outros problemas atuais como a dificuldade governamental no controle de natalidade e taxas de abandono dos estudos. O comportamento anômico se fez presente no cotidiano desses escravos, o que trouxe à realidade daqueles homens o denominado Banzo, vista nesse contexto como doença caracterizada por uma espécie de saudade do local de origem, o que fazia com que os homens perdessem o apetite, deixassem de falar e se alimentar e, consequentemente, falecerem. Uma morte que se assemelha ao suicídio, mas de forma gradual e diretamente ligada à apatia.
Os índios Ka’apór têm a crença de que, ao enxergar o espírito de uma pessoa morta, morrerão. Eles denominam esses espíritos de Añang, termo normalmete traduzido como ‘diabo’, o que demonstra o tamanho do perigo que representa nessa cultura.
Darcy Ribeiro e Hans Forthman realizavam um filme em que o protagonista conta ter visto a alma de seu falecido pai e que iria morrer pelo ocorrido. O índio, ainda jovem, deitou em uma rede e dois dias depois veio a falecer. No texto, cita-se também a curiosa história de uma mulher indígena Ka’apór que, acreditando no poder dos brancos, abordou os pesquisadores do livro clamando por socorro. Ela havia visto um añang e pedia um añang-puhan, ‘remédio contra o diabo’. Diante da situação de desespero, os pesquisadores deram à índia um comprimido de vitaminas que foi considerado eficaz. Existe também o famoso mito do condenado à morte, que foi desafiado a participar de um teste. Cortariam seu pulso e o deixariam sangrando até que coagulasse ou morresse. Se coagulasse, o condenado seria absolvido da pena. Vendaram-no e fizeram um corte superficial em seu pulso, ao lado, ligaram uma torneira que goteava, goteava e o homem acreditava que era seu sange. Gradualmente, os cientistas ou supervisores iam fechando a torneira, até que se fechasse por inteiro. O condenado teve um ataque cardíaco e morreu.
As três passagens supracitadas nos trazem um questionamento: Até que ponto a crença é determinante para a saúde física de um indivíduo? Até que ponto a cultura influencia no âmbito biológico? O médico 
(Carl Simonton, imagem da web)
Oncologista Carl Simonton desenvolve um trabalho com pacientes que sofrem com o câncer que consiste em uma série de relaxamentos e mentalizações relacionadas ao corpo livre de doenças, visualizando-se completamente curados. O próprio destaca: “A atitude psicológica básica de um ser humano determina sua capacidade de resistir às doenças”.
A crença em grandes líderes religiosos também traz benefícios ou malefícios diretos à saúde. Casos de pedras no rins, dores abdominais, cânceres e outras doenças curadas através de cirurgia espiritual trazem mais um segmento de ‘alternativas’ à medicina científica na nossa sociedade urbana. Assim como os xamãs e pajés tribais, que, envoltos por rituais fortes de cura, fazem com que seus doentes passem a sentir absolutamente nada do que sentiam antes. No texto, também são citados os magos africanos. A etnografia africana é rica no que se refere às mortes ocasionadas por feitiçaria. Mais um ponto de reflexão sobre Cultura x Biologia, ou até mesmo Cutura + Biologia.
Os Kaingang passaram o século vinte quase que por inteiro resistindo bravamente às tentativas de invasão de suas terras. No texto, é descrita uma dolorosa e sangrenta passagem na história dos Kaingang: A busca da expansão dos cafezais para o Oeste Paulista fez com que surgisse a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que tinha como percurso São Paulo - Corumbá. Esta resistência, em especial, dizimou a população Kaingang do local. No combate à resistência indígena, os construtores contrataram os chamados bugreiros, um segmento de extermínio indígena.

(tropa bugreira, ano desconhecido, imagem da web)
As tropas bugreiras compunham-se de
Diante do genocídio, instalação da linha férrea e agressões desmedidas, os índios se perceberam impotentes diante dos brancos. Suas tecnologias não os abatiam e nem mesmo os seus deuses tinham poder perante a essa sociedade branca que se instalava. Alguns índios vivos abandonaram a tribo, descrentes, ou se deitaram em redes e simplesmente aguardaram a morte chegar, esta que, por sua vez, não demorava. Morriam de uma doença ‘da alma’, a apatia.
Mas vale ressaltar que este acontecimento reacendeu o debate nacional sobre a "catequese" e "assistência" aos indígenas, que culminou com a criação do Serviço de Proteção aos Índios, em 1910, entregue aos positivistas liderados pelo Tenente-Coronel Cândido Mariano da Silva Rondon, já então um militar de grande prestígio.
Atualmente, existem duas tribos Kaingang
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
"Pesquisa Sensus mostra Dilma com 50,5% contra 26,4% de Serra"
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Cultura Estadunidense - Era para ser pequeno, né?
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Juliana, ESTÁ AQUI
Tema 1 - Diálogo entre velhos amigos usando o Imperfeito do Indicativo
- Com licença, o seu nome é Júnior?
- É sim. Nós nos conhecemos?
- Sim! Sou Juliana, costumávamos brincar na área de lazer do prédio onde morávamos. Lembra-se?
- Caramba, Juliana, quanto tempo! Claro que eu me lembro, tínhamos muitos amigos e vivíamos correndo!
- É verdade! Muito prazer em revê-lo!
- O prazer foi todo meu! Lembranças aos seus pais!
- Aos seus também! Tchau, tchau!
- Tchau!
Tema 2 - Características da Família
Minha família é bem grande. Juntos, ocupamos a mesa inteira do café e ainda faltam lugares. Somos fisicamente parecidos, até mesmo os que não são consanguíneos.
Na minha casa, moramos eu, meus dois irmãos, meus pais e a minha avó paterna, Meu pai trabalha muito e a minha mãe toma conta da casa, dos filhos e dos cachorros auxiliada pela minha avó, que já é uma senhora bem idosa.
Eu sou a irmã mais velha, minha irmã do meio se chama Thatiana e é muito vaidosa, meu irmão caçula se chama Gustavo e é muito agitado e pode passar o dia inteiro jogando futebol, minha mãe, Valéria, é muito zelosa com a casa e os filhos, preocupa-se em manter tudo o mais limpo possível e conhece todos os produtos do mercado, meu pai, Agostinho, é carinhoso e atencioso, gosta de nos dar muitos beijos, minha avó, ------ (não sei o nome dela, rs) ---, é sorridente e falante. Juntos, formamos a família Silva Alves.
Eu enrolei para cacete para ficar com mais ou menos 100 palavras o texto da família. Não precisavam ser textos Drummonicos, né? rs
Eu tentei falar com você por toda a manhã para confirmar o tema do outro. É sobre a cultura norte-americana, dos EUA ou da Inglaterra?
Beijos!
Príncipe Dourado de Ouro

(Príncipe Cauã - dependendo do seu olhar, notará os olhos ou o sorriso, ambos claros, límpidos)
Cauã é um menino doce e muito bom. Comunicativo e com absorção quase zero a coisas negativas.
Príncipe Dourado de Ouro
Em algum lugar bem distante do Centro
Pode achar um ser a qualquer momento
Um ser diferente, menor de altura
Cabelo comprido, rosto de moldura
Uma voz ouriçada, feito apito de coco
Pulo de macaco, de bicho louco
A gramática e dicção se misturam formando
Um grande ÃO
É um meninão, é um garotão
É só coração e ão, ão, ão
É dourado pelo Sol
É d´ouro por Deus
E é príncipe por mim
Só porque eu quis assim
Poesia Para Duda (homenagem da prima)

(Duda e sua obra, tinha por volta de 7 anos nessa foto)
Duda é uma pequena poetisa moradora de Saquarema. Ela se inspira e, instantaneamente, cria belas poesias e músicas.
Duda
Mesmo sendo tão jovem
Tenho muito a dizer:
São versos, são frases
Minha cabeça não para!
São sonhos, são crases
Mesmo sendo tão jovem
Tenho muito a fazer:
Ensino tanta coisa
Me doo a quem precisa
Aprendo a ser amiga
Mesmo sendo tão grande
Me recuso a negar:
Sou criança, sim
Vai encarar?
De tão grande que sou
Mal caibo em mim
Meu corpo que de um metro e meio
Não passou
Então eu vou mais alto
Voo no passo-pássaro
Aquele que ecoa pelo alto da montanha
E vê o mar
De repente, balanço a cabeça
E estou no mesmo lugar!
Madureira

(Tarsila do Amaral - Carnaval de Madureira)
Tarcila do Amaral, notória artista plástica brasileira, passou o carnaval de 1924 no Rio de Janeiro, após voltar de uma viagem à Paris. Na obra, a artista centralizou a famosa Torre Eiffel parisiense.
Madureira
Que sorte ter esse olhar paranóico-urbano
Olhar que cobre nuvens acinzentadas de pó e sujeira
Nuvens que pairam sobre o céu de Madureira
Loucas, pávidas, sábias
E nesse olhar poeira-quebra-pedra
Olhar que atravessa
Outros olhos, poros, viaduto
Terra de nada, ninguém ou de todo mundo?
Do trabalhador, suado, do travesti, profano
Do homem afeminado que atravessa aquela avenida
Do som que saem dos postes
Do chão em que se ouvem as mortes
Anunciadas do alto do morro
Terra que grita SOCORRO
Mas que também grita perdão
O batuque daquela outra esquina, outrora apagada
Ecoa por mais tantas esquinas, todas iluminadas por nada
Posso ver tantos rostos, alguns repetidos
Posso ver tantos traços, alguns claros
Posso ver tantos olhos, alguns sofridos
Alguns ninguéns, poucos alguns, gente que se mistura
Feio água no pote
Água sanitária para espantar essa má sorte
Não vá esmorecer, a noite está para chegar
- Dorme, meu bem, que o pagode e o tiro estão para retomar
Retomar o morro, retomar o chão
Retomar o que já foi tomado
Enquanto você dorme, meu filho, rezo ao pai
Que nos proteja
E que o ajude a escolher o pagode ao tiro, meu bem
Porque de pagode ninguém morre - pelo contrário, vive mais
De tiro morre mais de cem, tudo jovem, ainda rapaz
Naquela outra esquina, mais um pouco de poeira
E foi aqui que me vi essa noite: Madureira
